Jornal da Praceta

Informação sobre a freguesia de Alvalade

(Alvalade, Campo Grande e São João de Brito )

Espaço Público

 

 

Após 13 anos de luta do Jornal da Praceta, em 2014, a CML e o IGFSS finalmente entenderam-se e decidiram reverterem para o domínio municipal os terrenos sobrantes do Bairro das Caixas, células 1 e 2 do Bairro de Alvalade (Proposta nº760/2014). A partir desta altura ficaram criadas as condições legais para a requalificação dos logradouros, dos caminhos pedonais e combater as carências de estacionamento neste bairro. A responsabilidade destes espaços é agora, sem ambiguidades, da Câmara Municipal de Lisboa e da Junta de Freguesia de Alvalade.

Apropriações de Espaços Públicos

Os enormes logradouros de Alvalade, como temos testemunhado, tem sido ao longo dos anos apropriados por todo o tipo de individuos e para as mais diversas funções.

A Câmara Municipal de Lisboa, gerida por partidos de direita ou de esquerada, revelando uma total incompetência tem permitido que estas práticas ilegais persistam. A Junta de Freguesia de Alvalade, apesar de lhe terem sido atribuidas competências para intervir nestes espaços, inventa justificações para adiar uma intervenção. A PSP ou a Policia Municipal de Lisbo, embora reconheçam a ilegalidade, nada fazem.

Muitos moradores a longos dos anos têm-se dirigido ao Jornal da Praceta relatando situações inacreditáveis deste verdadeiro escândalo público, onde é patente a total inoperância por parte de quem tem competências para atuar.

O ano de 2015, conforme noticiamos, foi fértil em casos de ocupação dos espaços públicos para a construção de barracas e lixeiras em Alvalade, em especial no "Bairro das Caixas". O novo presidente da CML - Fernando Medina - foi posto à prova e chumbou !

 

A ocupação selvagem destes espaços públicos destruiu antigos caminhos pedonais, espaços que haviam sido reservados para equipamentos colectivos, como parques infantis, estacionamento de viaturas dos moradores, etc. A lei da selva continua a imperar.

 

Fernando Medina (presidente da CML desde 6 de Abril de 2015) visitou em Novembro de 2015 a operação de limpeza dos logradouros do Bairro das Caixas.

 

À semelhança do que ocorreu no princípio do século XXI, quando vários autarcas visitaram o local, também em Novembro de 2015, o atual presidente da CML - Fernando Medina -, acompanhado pelo então presidente da Junta de Freguesia de Alvalade (Andrés Moz Caldas) veio testemunhar in loco a ocupação dos logradouros públicos para os fins mais diversos, como vazadouros de entulho.

 

 
 

"Inconcebível !"

 

 

"Bairro de S. João de Brito"

 

"Inconcebível !" Foi com estas palavras que em 2004 titulamos uma longa crónica sobre este "bairro" de Alvalade. Ao longo dos anos insistimos em várias instâncias para que se fosse feita intervenção no local. O ambiente degradado em que vivem centenas de pessoas, mesmo junto ao aeroporto de Lisboa, é impressionante. Mais

 

 

Espaços Públicos e Democracia

Os espaços públicos, como as praças, largos, jardins públicos, cafés, clubes ou as sedes de partidos políticos desempenharam um papel fundamental nas grandes conquistas da cidadania. Tratam-se de espaços privilegiados para a formação política dos cidadãos.  Mais

 

 

Exemplos de Apropriações de Espaços Públicos em Alvalade

 

 

O "Quintal do Guerreiro" vira uma nova barraca e um vazadouro de entulho

 

O espaço foi ocupado até à poucas semanas por uma horta. O hortelão abandonou o espaço e o mesmo foi logo ocupado e vedado para a construção de um armazém de materiais de construção. Perante o protestos dos moradores, o espaço está a ser preenchido com entulho de obras para depois ser cimentado e murado. O local fica mesmo junto a um armazém da Câmara Municipal de Lisboa. Foto: 28 de Setembro de 2015. Mais

 

Reconstrução de uma Barraca

 

Em tempos um morador local tentou construir neste espaço público um sólido bunker, mas acabou por desistir. Ficaram as ruinas mesmo ao lado de um pombal. No último ano as ruinas deram origem a uma construção "orgânica" e o velho pombal foi ampliado, tudo isto em espaços públicos. Mais

 

Depois a Limpeza Cresce a Barracaria 

 

A operação de limpeza realizada pela EMEL/CML/Junta de Freguesia, em Outubro de 2015, libertou muitos espaços nos logradouros, mas na maioria dos casos não tardaram a ser marcados para a construção de novas barracas e lixeiras. Mais 

 

Não deixe de consultar uma reportagem que fizemos em 2004, quando a barracaria e o lixo eram tanto no Bairro das Caixas que o assunto foi discutido na Assembleia Municipal de Lisboa. Mais

 

 

 

Espaços Camarários Abandalhados

Por toda a freguesia de Alvalade abundam espaços camários que estão votados ao abandono, ocupados por lixeiras, ou abandalhados, outra expressão não encontramos para os classificar.

Complexo dos Coruchéus: Biblioteca, Galeria Quadrum e Centro de Artes Plásticas

O Palacete dos Coruchéus, os jardins e  Centro de Artes Plásticas, em 2013 (ano de eleições autárquicas) foram alvo de importantes obras de remodelação, depois de anos e anos ao abandono.

Dois anos depois os sinais de decadência eram já visíveis, assistiu-se inclusive ao regresso do pequeno tráfico de droga.  O Café-Restaurante encerrou as portas contribuindo para o abandono da zona. A Câmara Municipal de Lisboa prova desta forma, uma vez mais, que não estava à altura de zelar pelo património que lhe está confiado.

Os jardins foram de novo invadidos por automóveis cujo estacionamento caótico foi destruindo tudo aquilo que em 2013 havia sido recuperado. O dinheiro dos contribuintes foi desta forma esbanjado pela incúria dos responsáveis camarários. Foto: 24/11/2015

Os espaços ajardinados em volta da Biblioteca dos Coruchéus voltaram a ser rapidamente destruídos pelo estacionamento selvagem. Ninguém é chamado à responsabilidade pelo facto, a impunidade é total. Foto: 24/11/2015

A Polícia Municipal de Lisboa, assim com a PSP com uma esquadra no local, demitiram-se da sua função de policiamento da zona.  Mais

Face às constantes denúncias do Jornal da Praceta, em 2016, a CML resolveu finalmente intervir limitando os estacionamento selvagem de viaturas nos Coruchés.

Museu da Cidade/Palácio Pimenta

A entrada do Palácio Pimenta está trasnformada num enorme parque de estacionamento privativo dos funcionários do museu. No local existem várias placas proibindo o estacionamento, existem também parques públicos e uma excelente rede de transportes, mas nada convence estes funcionários a deixarem as viaturas noutro local, a bandalhice é total. Mais

Instalações na Rua José Lins do Rego

O assuntio já foi discutido por diversas vezes na Assembleia Municipal de Lisboa, mas a CML insiste em manter estas instalações ao abandono para os seus funcionários fazerem patuscadas e lavarem as suas viaturas particulares. Mais

Arquivo ( ? ):

A Degradação do Património Cultural em Alvalade

Sinais Positivos Deixados no Ano de Eleições Autárquicas

Como é habitual em ano de eleições autárquicas (29 de Setembro de 2013), são iniciadas algumas obras que há anos eram prometidas. A sua conclusão coincide, se não houver grandes atrasos,  com o período eleitoral. Em Alvalade-Campo Grande, o ano de 2013, não foi exceção:

- Palácio dos Coruchéus

 

Durante anos este aqui instalado o Departamento do Património Cultural da CML, o que  só por si espelhava a razão do abandono do património municipal. A incompetência e laxismo era total. Era difícil imaginar pior. Durante anos o espaço envolvente foi um activo centro de distribuição de droga no bairro de Alvalade.

 

A situação mudou somente em 2012 quando do palácio foram corridos o bando de parasitas que por lá andavam a tratar do "património" (?), sendo o palacete transformado numa útil biblioteca municipal. A Câmara Municipal de Lisboa não parece reunir as mínimas condições para cuidar do património que lhe está confiado. Mais

- Biblioteca Municipal dos Coruchéus, foi inaugurada a 23 de Abril de 2013. Os livros e as revistas não são muitos, mas o ambiente é agradável para se estar. . Mais

- Centro de Artes Plásticas dos Coruchéus

As mudanças em 2013 foram significativas mas estão longe das necessárias. O centro continua a ser uma sombra da pujança que revelou noutras épocas.

- Museu da Cidade. Foi então nomeado um novo "director" (António Miranda), que substituiu uma personagem anterior cuja permanência no lugar era uma incógnita difícil de descobrir. O museu está uma vergonha. É um amontoado de peças descontextualizadas e sem qualquer relevância histórica ou artística. A concepção museológica é do tempo de Irisalda Moita (arqueóloga), parou no tempo..O seu acervo patrimonial (obras expostas e sobretudo nas reservas) exige uma intervenção imediata e profunda. Mais

- Museu Rafael Bordalo Pinheiro. Foi também nomeado um novo director (Pedro Bebiano), de quem se esperava um outro dinamismo. Este museu, situado em frente do Jardim do Campo Grande (lado norte), esteve encerrado durante vários anos devido à incúria da CML, só abriu as portas aquando das comemorações do centenário da morte deste artista. Mais

 

Arquivo:

Uma Cidade a Afundar-se!

Ribeiro Teles alerta para o problema de Alvalade/Campo Grande

Vai-se tornando um hábito: alpinistas a pintarem e a fazerem pequenas reparações nas fachadas de edifícios

(Av. Roma, 11/03/2016)

 

Obras de remodelação e ampliação da rede de abastecimento de água. Avenida da Igreja. 16/11/2015

 

Obras Intermináveis

Uma das queixas mais frequentes dos munícipes em Lisboa é o facto das obras em espaços públicos, sobretudo as de iniciativa camarária, serem intermináveis. Sabemos quando começam, mas nunca quando acabam. Frequentemente quando são dadas por terminadas, constata-se que afinal ainda não estão concluídas.

 

Durante sete longos anos arrastaram-se as obras na praça de Alvalade, arruinando comerciantes, provocando incómodos sem fim aos moradores. As obras da remodelação da estação do metro começaram em 2003, foram as mesmas dadas por concluídas em Outubro de 2007. A praça de Alvalade continuava um pandemónio, o calvário só terminou em Fevereiro de 2010, quando a sua remodelação foi dada finalmente por concluída.

 

Em 2013 iniciaram-se as obras de remodelação da rede de abastecimento de água em algumas zonas na freguesia, a história voltou a repetir-se:  obras intermináveis, ruas e prédios esburacados, entulho por tudo quanto é sítio, etc., etc..  Ninguém sabe quando as obras serão dadas por concluídas.

 

 
   
 
 

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