Cafés em Alvalade

 

 

Vává

(AV. EUA). Com esplanada

 

 

O Vá-Vá, conhecido nos anos 60 por «ninho de lacraus» era o café onde se reuniam os realizadores do novo cinema português, como João César Monteiro, Fernando Lopes, Paulo Rocha, Cunha Telles, Pedro Vasconcelos ou Alberto Seixas Santos. 

 

O crítico Lauro António, morador no mesmo edifício e outro dos seus assíduos frequentadores tem um sonho: encher as suas paredes de fotografias dos mitos da 7ª. arte. 

 

A verdade é que cineastas, artistas, intelectuais pontificavam no Vá-Vá nos aos 60 e 70. Quem ainda o frequenta, quando passa por Lisboa é o filósofo Eduardo Lourenço e a escritora Lídia Jorge (antiga professora da Escola Secundária Rainha Dona Leonor).

 

Da sua decoração original resta apenas um magnifico conjunto de azulejos da pintora Menez, datados de 1958, mas em adiantado estado de degradação. Ainda há bem poucos anos um deles foi salvo da destruição por um cliente, que se indignou com um empregado que nele tencionava pendurar um pindérico relógio vermelho.

 

É hoje difícil de imaginar que o Vá-Vá foi em tempos um dos mais requintados cafés de Lisboa. Impressão que agora está longe de provocar. O que nele actualmente predomina é o mau gosto e o abandono generalizado, comum aliás a todo o Bairro de Alvalade.

 

 

O Vá-Vá do Sr.Petrónio

Não, não é nostalgia, não são saudades o que sinto quando entro no VÁ VÁ para tomar o café. Nem tem nada a ver com o facto de agora estar velha, das tensões altas já permitirem duas bicas a seguir uma à outra (nunca um duplo!), de já não ser possível cumprimentar o gerente, o Snr. Petrónio (tão obeso!), lembrando-me sempre, inevitavelmente, do seu homónimo que na Roma Antiga era "árbitro das elegâncias" (Mas ele era "árbitro das elegâncias" no atendimento, na simpatia... Aliás, esse correcto atendimento mantém-se). O que eu experimento é... um desconforto espiritual, motivado pelas alterações que o espaço físico do VÁ VÁ sofreu, passando a ser um estabelecimento igual a todos os outros do género. Onde as divisões em vime (?) entrelaçado a esboçarem uma privacidade que talvez no fundo se não quisesse, já que o espaço era de encontro e de convívio? Onde os cómodos assentos em pele castanha a condizerem com a madeira do balcão? E os azulejos da Menez, que outrora senhoriavam uma parede, e agora estão apagadamente encimados por um relógio e uma prateleira com bebidas alcoólicas?

Este desabafo vem a propósito da crónica VÁVÁ de Eduardo Prado Coelho, no Público de 8/1/04, em que refere que Lauro António projectaria (desejaria?) um VÁVÁ com as paredes revestidas com imagens de filmes a ele associado. E porque não?

Manuela Simões.

 

Dom Rodrigo 

(Av. Dom Rodrigo da Cunha, 8 )

 

Avenida Dom Rodrigo da Cunha

 

Padaria Portuguesa

(Avenida da Igreja). Com esplanada

Sinais do tempo. Nos últimos anos muitas agências bancárias tem encerrado por todo o país. Em Alvalade, uma delas deu lugar a uma conhecida cadeia de padarias com uma excelente esplanada.

Portela cafés

(Centro Comercial Alvalade, Praça de Alvalade, 6)

 

 

Nova Lisboa

 (Av.da Igreja 29-B). Com esplanada

 

Luanda

(Av.EUA, 97-D ). Com esplanada

 

Nova Bagdad

(Av. da Igreja, 11-B/C). Com esplanada

 

Frutalmeidas

Av. Roma

 

Estaminé

Rua José Lins do Rêgo

 

Carcassone

(Av.da Igreja-6-C). Com esplanada

 

Tatu

(Av. da Igreja). Com esplanada

Tatú - Ponto de Encontro de Alvalade

Depois de longos anos em que se arrastou na mais completa decadência, o Tatú, na Avenida da Igreja, voltou a tornar-se um dos principais pontos de encontro e de conversa em Alvalade, agora descoberto pelos estudantes das universidades locais.

 

 

 

 

 

Pastelaria 59

(Rua Guilhermina Suggia,8-B)

Estamos perante um típico café de bairro, numa rua de que é memória. Na verdade esta zona do Bairro de Alvalade, de arquitectura modernista da autoria dos arquitectos Joaquim Ferreira e Orlando Azevedo construída entre 1949 e 1952, as ruas à semelhança de outras no Bairro tiveram inicialmente outras designações, sendo esta a Rua 59. Da decoração inicial da pastelaria nada resta.

 

Café Concerto

(Jardim do Campo Grande). Com esplanada

 

Stadium

(Estádio Universitário de Lisboa). Com esplanada

 

Inatel

(Complexo Desportivo do Inatel) .Com esplanada

 

Tintim Café

(Avenida de Roma, 39A)

 

 

Alvalade em Transformação

De um dia para o outro, antigos estabelecimentos de referência em Alvalade desaparecem para darem lugar a outros, cuja existência frequentemente é muito curta.O emblematico Café Biarritz fechou em 2017, dois anos depois surge uma versão local da "Portugália". A esplanada mantem-se, mas já não é a mesma coisa

Biarritz, Largo Feitor Pinto, Fechou em 2017

(Largo Feitor Pinto). Com esplanada

Fundado em 1962 foi durante décadas o mais elegante café do bairro de Alvalade.

Sul América

(Fechou: 2016)

(Av. de Roma). Com esplanada

 

Gondola

(Fechou: Fevereiro de 2018) (Campo Grande,260-A)

A "Gondola" foi durante décadas uma instituição no Campo Grande, ponto de encontro de moradores, estudantes e gente de passagem. A partir dos anos 90 as remodelações que foi alvo, de gosto muito discutível, criaram um ambiente cada vez mais rasca. O que seguiu foi a lenta agonia, até ao seu encerramento.

Foto: Outubro de 2019

 

Suprema

(fechou:2014)

(Av.Roma, 61-B). Com esplanada