Curso de Educação Para a Cidadania

Formação Cívica 

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CPLP

 

O português é a uma línguas mais faladas do mundo. Oito países, com uma história comum, adoptaram-no como língua oficial. Trata-se de um vasto universo de falantes que abrange todos os continentes, com uma enorme diversidade e riqueza de culturas e produções culturais.

Dada a enorme dispersão da emigração portuguesa e actualmente da brasileira, é fácil encontrar um falante de português em qualquer parte do mundo, mesmos nos sítios mais recônditos.

A cooperação cultural limitou-se por razões óbvias, até 1974, aos acordos entre Portugal e o Brasil. Após a independência das restantes colónias, os novos países acabaram por chegar à conclusão que era preferível cooperar entre si do que se ignorem ou hostilizarem. A questão não foi e nem sido todavia tão simples. A longa história em comum entre povos tão diversos, se foi marcada por aspectos positivos, muitos houve todavia que foram também condenáveis, como a escravatura.

A ideia de criar uma comunidade de países de língua portuguesa que privilegiasse a cooperação em diversas áreas entre os seus membros foi lançada em 1983 pelo ministro dos negócios estrangeiros português durante uma visita oficial a Cabo Verde. Seis anos mais tarde, no Brasil, o ministro da cultura braileira retomou-a e iniciou então um processo imparável. No dia 1 de Novembro de 1989, no Palácio dos Leões, em S. Luís do Maranhão, era criado formalmente um Instituto Internacional de Lingua Portuguesa. A criação oficial de uma Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), foi anunciada diverss vezes, sendo apenas concretizada no dia 16 de Julho de 1996, sendo o documento constitutivo assinado por José Henrique Cardoso (Brasil), Primeiro-Ministro de S. Tomé e Princípe), Joaquim Chissano (Moçambique),Aristides Maria Pereira (Cabo Verde), João Bernardo Vieira (Guiné-Bissau), Jorge Sampaio (Portugal) e José Eduardo dos Santos (Angola). Esta comunidade reuniu inicialmente 7 países, vindo mais tarde a juntar-se um novo país, Timor-Leste.

A circulação de pessoas entre estes países, sejam para estudarem, trabalhar ou viverem tem-se naturalmente intensificado, o que era expectável dada a língua comum. Todavia não é uma circulação fácil dados os constrangimentos legais de cada país, mas também as diferenças culturais existentes, e sobretudo os preconceitos historicamente alimentados por motivos políticos. O processo de afirmação da identidade de cada um dos países, em geral, foi construído sobre a negação dos vinculos culturais com o país colonizador. Uma situação que nesta circulação de pessoas pode levar à sua continuidade ou a uma mútua descoberta e entendimento.

.Carlos Fontes

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