Faz
parte da essência dos regimes democráticos, que os cidadãos elejam livremente
os seus representantes para exporem, defenderem e conciliarem os seus interesses
com os demais, tendo em vista o Bem Comum. Os partidos competem entre si para
formarem governo, de forma a aplicarem o seu programa. Na sua génese, os
partidos políticos não eram mais do que grupos de cidadãos que se união para
defesa de pontos de interesses comuns.
Com
a emergência dos regimes parlamentares (século XVIII, tornaram-se em
grandes organizações, associadas a uma dada concepção de sociedade
(ideologia). Os partidos ligados à aristocracia eram considerados
conservadores, e os ligados à burguesia eram denominados de liberais.
Durante a revolução francesa (1789), consagrou-se a sua divisão
ideológica em partidos de direita (conservadores) e de esquerda
(revolucionários), denominação que se vulgarizou em finais do século XIX.
Na
1ª. metade do século XX, os partidos europeus adquiriram uma enorme complexidade
organizativa, com elevado grau de profissionalização interna, dotando-se de
poderosos meios de propaganda e organizações especificas os vários grupos
sociais (juventude, mulheres, sindicalistas, autarcas, etc). As suas fontes de
financiamento são em geral estatais, mas também privadas. Embora
formalmente as democracias sejam regimes multipartidários, a tendência em
muitos países, como EUA, ou a Grã-Bretanha é para a
constituição de dois grandes partidos que se alternam ente si no poder (bipartidarismo).
Em Portugal a longa Ditadura (1926-1974), impôs um único partido do regime, dito União Nacional. Após o regresso da Democracia tem surgido dezenas de partidos, mas a tendência para um regime bipartidário como ocorrreu no século XIX manteve-se.
Em Portugal, com a emergência da extrema-direita em 2021, a assembleia da República ficou repartida em três grandes partidos. |