Um
estado democrático é a expressão da vontade comum dos seus cidadãos, tendo
como grande finalidade garantir os seus direitos e deveres e executar aquilo que
colectivamente é decidido como melhor a comunidade no seu conjunto.
Em
Portugal, à semelhança do que ocorre em todos os países democráticos,
muitos são os que defendem que existe um claro divórcio entre o estado e os
cidadãos. As razões são muitas e estão longe de serem consensuais:
a) O Estado em vez de zelar pelo bem comum, apenas favorece os grupos
sociais que estão em melhor posição para o controlar nos seus diferentes
níveis de decisão;
.
b) Os políticos, dirigentes e funcionários públicos estão completamente
desligados da população, aproveitando-se dos seus cargos públicos para
tirarem beneficios particulares;
Deste
tipo de argumentação retira-se apenas uma única conclusão: A
responsabilidade destas e outras situações semelhantes são
exclusivamente dos cidadãos. O seu alheamento da vida política do país
provoca o própria degenerescência dos princípios democráticos. A democracia
tem este grave problema: só funciona quando os cidadãos estão empenhados na
comunidade de que fazem parte. Não há outra solução.
.
Diariamente
o cidadão é confrontado, com inúmeros obstáculos que impedem a sua vivência
democrático, mas que são perfeitamente possíveis de serem resolvidos com a
intervenção dos cidadão.
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Administração Pública. O cidadão
português passa longa horas nos serviços públicos, a tratar de procedimentos
administrativos reconhecidamente absurdos e inúteis. Como se isto não
basta-se, a informação administrativa de relevante interesse público é ciosamente
guardada. O que fazer ?
Marcos
Históricos da Cidadania em Portugal |