Grécia (séc. VI-III a.C.)
A política, como arte, ciência, ideologia ou
como filosofia da administração do Estado surgiu na antiga Grécia, numa
altura em que as cidades estavam organizadas como estados independentes (cidades
- estado). Nestas todos os cidadãos livres eram iguais e tinham a estrita
obrigação de participarem na organização e governo da sua cidade
(Democracia).
Os sofistas (professores estrangeiros)
desenvolverem uma concepção instrumental da política: o objectivo de qualquer
cidadão é atingir o poder, para poder obter todos os benefícios que o mesmo
lhe pode dar (prazer, riquezas, etc). Nesta concepção todos os meios são
legítimos para um cidadão alcançar e manter o poder.
Sócrates protagoniza a luta contra a
concepção política dos sofistas. A política só pode ter uma única
finalidade: melhorar os cidadãos, nomeadamente em termos éticos. Se isto não
acontecer, o estado está condenado a desagregar-se. Ética e política estão
indissoluvelmente ligadas.
Platão coloca a questão da política em
termos ideais. Qual a melhor organização de um estado? Qual o melhor governo?
Neste plano ideal acaba por construir a primeira utopia política que irá
inspirar muitas outras ao longo dos séculos.
Aristóteles concebe a política não
como algo ideal, mas como o possível num dado lugar (topos), contexto,
tradição, etc. Prefere a democracia, mas tem duvidas se a mesma pode ser
aplicada em qualquer lugar. A finalidade mais elevada de política é a procura
de um bem comum - a felicidade. O princípio de governação é a justa medida,
ou seja, o meio termo.
Roma
-Direito
Idade Média (séculos IV -XV)
O longo de mais de mil anos a Europa, o cristianismo
domina o pensamento político na Europa. Não pois de estranhar que os
principais teóricos sejam precisamente dois santos - Agostinho de Hipona
e Tomás de Aquino.
Santo Agostinho afirmou que o estado devia ter por
finalidade o culto de Deus e velar pelos costumes de acordo com a moral cristã.
Defendeu também uma divisão de poderes: o poder espiritual que ficaria a cargo
da Igreja e o poder temporal que pertenceria ao estado. Estas ideias irão ser
largamente aplicadas ao longo da Idade Média.
São Tomás Aquino, retoma e desenvolve um conceito
grego-romano, o do Bem Comum. Defende que este princípio ético-político
deveria orientar não apenas o Estado, mas também a cidade e ser assumido pelos
indivíduos no seu dia-a-dia. O objectivo é unir num só princípio téorico
política, religião e ética. |