Jornal da Praceta

Informação sobre a freguesia de Alvalade

(Alvalade, Campo Grande e São João de Brito )

 

Saúde

 

 

Descentralizar o Centro de Saúde de Alvalade?

A união das três freguesias (Campo Grande, São João de Brito e Alvalade) em 2013, tornou mais evidente a enorme distância onde vivem muitos moradores do Centro de Saúde de Alvalade

Com uma população de 31 mil habitantes justificava-se que o Centro tivesse vários polos (consultórios) na freguesia, nomeadamente nos locais mais afastados do Parque de Saúde de Lisboa, onde o mesmo está instalado.

A ideia se tem apoio entre alguns médicos, outros há que defendem as USF- Unidades de Saúde Familiar, devido à sua maior mobilidade. Uma questão que continua ausente na campanha eleitoral de 2017. Desconhecimento ?

Segredos do Júlio de Matos

Hospital Julio de Matos

O Parque de Saúde de Lisboa / Hospital Psiquiátrico Júlio de Matos guarda os seus segredos. Nesta casa, por exemplo, viveu entre 1942 e 1975 o psiquiátra e diretor do Hospital Júlio de Matos - Henrique João de Barahona Fernandes. Aqui viveu também, os últimos anos de vida, o seu sogro, pianista e compositor José Vianna da Mota entre 1945 e 1948.

 

 

Parque de Saúde de Lisboa

Edificio-Sede da Infarmed

O comum dos lisboetas identificado este parque como o Hospital Júlio de Matos, mas uma simples visita ao mesmo descobre-se um mundo de instituições e coisas inesperadas. Alberga múltiplas instituições: Hospital Júlio de Matos, Centro de Saúde de Lisboa, Infarmed, Escola Superior de Enfermagem de Lisboa entre outras Mais 

 

 

 

Hospital Júlio de Matos

Histórias e terapias contadas por Gaspar Santos

 

Centro Dr. António Flores

(Centro de Alcoologia de Lisboa António Flores)

Gaspar Santos e José Teixeira  

 

 

Envelhecimento da população e a vida dos bairros

O envelhecimento da população está a afectar não apenas o país, mas também a mudar profundamente a vida nos bairros lisboetas. Alvalade e o Campo Grande espelham estas mudanças.

Percorrendo as ruas de Alvalade ou do Campo Grande é fácil descobrir atrás de uma qualquer janela um vulto cujo olhar se fixa sobre o que se passa na rua. Este é o principal entretém para muitos dos idosos da cidade de Lisboa.

O envelhecimento da população portuguesa reflecte-se a todos os níveis da sociedade, e em particular na vida dos bairros, conduzindo ao encerramento de escolas e à extinção de muitos dos pólos da vida citadina, como os tradicionais clubes recreativos e desportivos.

As mudanças são todavia mais profundas e carecem de um estudo mais amplo que conduza a adopção de medidas concretas.    

O envelhecimento da população nos bairros é inevitavelmente   acompanhado por uma diminuição do poder de compra. Facto que se repercute negativamente em áreas como o comércio e a restauração. A tendência é para o aparecimento de lojas de artigos de baixo custo e fraca qualidade.  

Os investimentos na melhoria ou recuperação das habitações são igualmente afectados. A tendência é para manter tudo o que está e só investir em melhorias em situações excepcionais. O que se traduz num estado de completa decadência de muitas das habitações e áreas circundantes.

As saídas à rua tornam-se mais raras, o que agrava a situação do comércio e serviços existentes no bairro, e também contribuiu para aumentar a desertificação das ruas e o sentimento geral de insegurança.   

Outra das situações mais graves, diz respeito à diminuição da intervenção cívica. Isolados nas suas habitações, a população idosa tende a resignar-se às situações com que se depara mesmo que as ache injustas. Falta-lhe energia para defender as suas razões e direitos. Desta forma torna-se presa fácil de todo o tipo de vigaristas, falsários, assim como de serviços públicos dirigidos por incompetentes ou corruptos. 

Não é fácil também neste contexto, organizar ou sequer mobilizar os moradores destes bairros para a defesa de causas comuns. As pessoas que os constituem  tendem a assumir atitudes pessimistas e a manifestarem-se avessas a enfrentarem situações incertas como são todas as lutas sociais.  

Agravantes

Dir-se-á que estas situações são o reflexo de uma velhice mal "preparada". Na velhice tende a fazer-se aquilo que sempre se fez , sem as actividades laborais. Quem nunca frequentou um café ou nunca assistiu a um espectáculo só em condições muito excepcionais o fará após a reforma. A tendência é para ficar em casa a lamentar-se de não ter nada para fazer, até ao momento de nem sequer esta questão se colocar.

Os espaços públicos em Lisboa fazem as pessoas idosas sentirem-se ainda mais velhas. 

Os cafés expulsam-nas quando chega a hora dos almoços. 

Os passeios estão atulhados de carros.

Os pequenos jardins de bairro estão na sua maioria abandonados ou vandalizados. 

Os espaços públicos deixaram de ser locais propícios para passear e muito menos para conviver.

Muitos poucos espaços alternativos têm sido criados para os mais idosos, nomeadamente para lhes dar uma ocupação criativa. 

Tudo se passa como se os idosos não existissem, a não ser nas épocas eleitorais para os candidatos a uma qualquer gamela na CML ou na Junta. Dir-se-á, mais uma vez, estamos perante uma cultura que tende a associar os idosos à inutilidade. A simples constatação não resolve o problema. É preciso  mudar esta situação, para que Lisboa volte a ser uma cidade mais viva. 

Carlos Fontes

 
 

Opiniões que ficam...

Até hoje nenhuma discoteca teve a coragem de reservar mensalmente uma noite de Sábado apenas para não-fumadores.

É absurdo mas (ainda) é a realidade: o acto de dançar em público é indissociável do de inalar ar conspurcado com milhares (!) de substâncias cancerígenas, tóxicas e irritantes. Dançar com o fumo é brincar com o fogo. No entanto a nova proposta da Lei Anti-Tabaco, apesar de ter gerações de atraso, atende ainda a interesses comerciais que comprometem a Saúde Pública e permitirá o vício de fumar em estabelecimentos com mais de 100m2 o que propicia o incumprimento da lei numa pista-de-dança que todos partilham e onde, em muitos casos, a ventilação é anedótica ou inexistente!  

As discotecas e os bares que tanta contrariedade oferecem à nova lei ainda não se aperceberam da quantidade de potenciais clientes que até hoje preferiram permanecer nas suas "tocas" em prol de preservarem a limpeza das suas vias respiratórias e o estado inodoro das suas roupas. Estes estabelecimentos também ainda não vislumbraram um determinado terreno potencial, tão importante como a decoração, o som ou a iluminação, e que até agora permaneceu completamente encoberto pelo fumo: as possibilidades aromáticas que a ausência de cigarros propicia.

Até agora a festa foi dos viciados, ingenuamente iludidos de que celebram juventude. Mas dançar é algo salutar e natural que em nada se deveria conjugar com o acto destrutivo de fumar.

A adopção de comportamentos e estilos de vida saudáveis é uma sinfonia Europeia que até agora tem sido interrompida por tosse casmurra!

João Dalion, 1/06/2007

 
   
 
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