Jornal da Praceta

Informação sobre a freguesia de Alvalade

(Alvalade, Campo Grande e São João de Brito )

Espaço Público

 

 

Cotos & Caldeiras Vazias

A Junta de Freguesia de Alvalade a partir de 2013, procedeu a uma importante ação de requalificação alguns dos pequenos jardins da freguesia, assim como no abate de muitas árvores alegando que estavam em mau estado. Em vários locais, as árvores foram substituídas, mas em muitos outros, ficaram cotos ou as caldeiras vazias. Acontece que os cotos, como este na Rua António Patrício, constituem verdadeiras armadilhas para quem por ali passa, sobretudo à noite. Os protestos são frequentes, a conclusão da obra tarda. (Nov. 2019)

 
 

Bairro das Caixas

Será desta ?

José Borges, presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, resolveu finalmente atacar a escandalosa ocupação iliegal dos logradouros do Bairro das Caixas, a poente e a norte da Escola Básica de Santo António. Da Câmara Municipal de Lisboa recebeu competências legais e recursos financeiros para o fazer. Na reunião havida no dia 28 de Outubro de 2019 foi oficialmente apresentado o projecto de requalificação.

Já tantas vezes temos assistido a estas apresentações que nos custa aceitar que será desta que estes vastos logradouros serão requalificados. Estamos a acompanhar o processo no terreno. Mais

Logradouros

Os logradouros do chamado "Bairro das Caixas", as duas primeiras células do Bairro de Alvalade, desde os anos 80 do século XX tornaram-se numa chaga em Alvalade, simbolo da impunidade reinante. Estes logradouros, ao contrário dos restantes no Bairro de Alvalade foram concebidos como espaços abertos, para serem percorridos por caminhos pedonais. Para além do estacionamento de automóveis, foram pensados para terem parques infantis, zonas de lazer e outros equipamentos sociais.

A Câmara Municipal de Lisboa acabou por abandonar estes espaços publicos, os quais não tardaram a serem ocupados ilegalmente para as mais diversas funções, incluindo atividades criminosas.

Face à gravidade do problema, em 2004, a Assembleia Municipal de Lisboa recomendou uma intervenção urgente (e musculada) por parte da CML, mas nada aconteceu. Mais

A então Junta de Freguesia do Campo Grande e alguns dirigentes camarários, ligados a grupos de mafiosos, afirmavam que não podiam agir porque os terrenos não lhe pertenciam...

Em 2014, após 13 anos de luta do Jornal da Praceta, a CML e o IGFSS finalmente entenderam-se e decidiram reverterem para o domínio municipal os terrenos sobrantes do Bairro das Caixas, células 1 e 2 do Bairro de Alvalade (Proposta nº760/2014). A partir desta altura ficaram criadas as condições legais para a requalificação dos logradouros, dos caminhos pedonais e combater as carências de estacionamento neste bairro. A responsabilidade destes espaços era agora, sem ambiguidades, da Câmara Municipal de Lisboa e da Junta de Freguesia de Alvalade.

Apropriações de Espaços Públicos

Apesar desta constatação, na mais completa das impunidades continuou a apropriação dos espaços públicos para construções ilegais ou vazadouros de entulhos de obras, com o conhecimento da CML, Junta de Freguesia, PSP e da Polícia Municipal.

A Câmara Municipal de Lisboa, gerida por partidos de direita ou de esquerda, revelando uma total incompetência continuou a permitir a persistência destas práticas ilegais. A Junta de Freguesia de Alvalade, apesar de lhe terem sido atribuidas competências para intervir nestes espaços, inventou justificações para adiar uma intervenção. A PSP ou a Policia Municipal de Lisbo, embora reconheçam a ilegalidade, nada fazem.

Muitos moradores a longos dos anos dirigiram-se ao Jornal da Praceta relatando situações inacreditáveis deste verdadeiro escândalo público, onde é patente a total inoperância por parte de quem tem competências para atuar.

Em Outubro de 2015, conforme noticiamos, procedeu-se uma vasta operação de limpeza do local, realizada pela EMEL/CML/Junta de Freguesia. A libertação de muitos espaços nos logradouros, até aí inacessíveis devido a estarem repletos de lixo e destroços de antigas barracas, foi logo seguida da sua marcação para novas ocupações ilegais. Mais 

Fernando Medina (presidente da CML) visitou em Novembro de 2015 a operação de limpeza dos logradouros do Bairro das Caixas.

Em Novembro de 2015, Fernando Medina, acompanhado pelo então presidente da Junta de Freguesia de Alvalade (Andrés Moz Caldas) veio testemunhar in loco a ocupação dos logradouros públicos.

Uma vez limpos os terrenos iniciou-se uma nova onde de ocupação ilegal dos espaços públicos para a construção de barracas e lixeiras em Alvalade, em especial no "Bairro das Caixas". O novo presidente da CML - Fernando Medina - foi posto à prova e chumbou !

Dois exemplos da apropriação ilegal de espaços públicos junto à Escola Básica de Santo António

O "Quintal do Guerreiro" vira uma nova barraca e um vazadouro de entulho ( I )

O espaço foi ocupado até à poucas semanas por uma horta. O hortelão abandonou o espaço e o mesmo foi logo ocupado e vedado para a construção de um armazém de materiais de construção. Perante o protestos dos moradores, o espaço está a ser preenchido com entulho de obras para depois ser cimentado e murado. O local fica mesmo junto a um armazém (abandonado) da Câmara Municipal de Lisboa. Foto: 28 de Setembro de 2015. Mais

 

Reconstrução de uma Barraca (II )

 

Em tempos um morador local tentou construir neste espaço público um sólido bunker, mas acabou por desistir. Ficaram as ruinas mesmo ao lado de um pombal. No último ano as ruinas deram origem a uma construção "orgânica" e o velho pombal foi ampliado, tudo isto em espaços públicos. Mais

Outros Exemplos

Esta ocupação ilegal dos logradouros não apenas destruiu os equipamentos colectivos existentes (parques infantis, caminhos), mas transformou as traseiras dos prédios num montoado de construções precárias, frequentemente abandonadas, cujos "proprietários" nem sempre são conhecidos.Mais

 

A Quem Pertence o Logradouro da Rua Dr. João Soares?

Um dos mais relevantes projetos que foi a votação no dia 22/11/2017, o número 45, propunha a requalificação de uma vasta área situada entre a Alameda da Universidade e a Rua Dr. João Soares. Propunha, entre outras coisas, que espaço fosse aberto, tivesse uma rede de caminhos, drenagem, iluminação pública, uma estrutura verde, um parque de recreio e um parque intergeracional. A ideia excelente atendendo, nomeadamente, aos infantários e escolas existentes na zona. Acontece que o espaço está vedado, e diz-se no local, que o mesmo pertence ao "Salgado". Pertence de facto ou trata-se de mais um caso de apropriação de terrenos públicos? A CML nunca esclareceu a situação.

O vasto logradouro cuja requalificação foi votado está fechado a cadeado, sem que a CML esclareça se é ou não do dominio público. Se é, não se compreende porque está vedado ao público.

Espaços Públicos e Democracia

Os espaços públicos, como as praças, largos, jardins públicos, cafés, clubes ou as sedes de partidos políticos desempenharam um papel fundamental nas grandes conquistas da cidadania. Tratam-se de espaços privilegiados para a formação política dos cidadãosMais

"Inconcebível !"

 

"Bairro de S. João de Brito"

 

"Inconcebível !" Foi com estas palavras que em 2004 titulamos uma longa crónica sobre este "bairro" de Alvalade. Ao longo dos anos insistimos em várias instâncias para que se fosse feita intervenção no local. O ambiente degradado em que vivem centenas de pessoas, mesmo junto ao aeroporto de Lisboa, é impressionante. Mais

"Danificada a Base da Estátua de Santo António"

A base da estátua de Santo António, na Praça de Alvalade estava seriamente danificada. Nos últimos anos tornou-se numa animada pista de skates, com os resultados que se conhecem. Da autoria do escultor António Duarte e do arquitecto Carlos Antero Ferreira, foi inaugurada em 1973. Em Agosto de 2017 tiramos-lhe uma foto que aparece na parte inferior, alertamos a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal de Lisboa e outras entidades oficiais para os estragos. em Maio de 2019 é que a reparação foi realizada, após anos de indiferença perante a situação, durante os quais se gastaram rios de dinheiro a apregoar que estavam a defender o património.

 

 

 

Espaços Camarários Abandalhados

Por toda a freguesia de Alvalade abundam espaços camários que estão votados ao abandono, ocupados por lixeiras, ou abandalhados, outra expressão não encontramos para os classificar.

Museu da Cidade/Palácio Pimenta

A entrada do Palácio Pimenta está trasnformada num enorme parque de estacionamento privativo dos funcionários do museu. No local existem várias placas proibindo o estacionamento, existem também parques públicos e uma excelente rede de transportes, mas nada convence estes funcionários a deixarem as viaturas noutro local, a bandalhice é total. Mais

Instalações Camarárias ao Abandono

O património confiado à CML está a saque. As antigas instalações dos serviços viários, junto ao jardim da Rua José Lins do Rego, foram abandonadas. O assunto já foi discutido por diversas vezes na Assembleia Municipal de Lisboa, mas a CML insiste em manter estas instalações ao abandono. No passado recente, funcionários camarários usaram este amplo espaço para lavarem viaturas particulares, patuscadas e diversos encontros... Uma coisa é certa: Não vamos desistir de denunciar esta vergonhosa situação.  Mais

Arquivo ( ? )

Complexo dos Coruchéus: Biblioteca, Galeria Quadrum e Centro de Artes Plásticas

O Palacete dos Coruchéus, os jardins e  Centro de Artes Plásticas, em 2013 (ano de eleições autárquicas, 29/09/2013) foram alvo de importantes obras de remodelação, depois de anos e anos ao abandono. A conclusão das obras, como é habitual, coincidiu com as eleições.

- Palácio dos Coruchéus

Durante anos este aqui instalado o Departamento do Património Cultural da CML, o que  só por si espelhava a razão do abandono do património municipal. A incompetência e laxismo era total. Era difícil imaginar pior. Durante anos o espaço envolvente foi um activo centro de distribuição de droga no bairro de Alvalade.

 

A situação mudou somente em 2012 quando do palácio foram corridos o bando de parasitas que por lá andavam a tratar do "património" (?), sendo o palacete transformado numa útil biblioteca municipal. A CML não parece reunir as mínimas condições para cuidar do património que lhe está confiado.

- Biblioteca Municipal dos Coruchéus, foi inaugurada a 23 de Abril de 2013. Os livros e as revistas não são muitos, mas o ambiente é agradável para se estar.

- Centro de Artes Plásticas dos Coruchéus

As mudanças em 2013 foram significativas mas estão longe das necessárias. O centro continua a ser uma sombra da pujança que revelou noutras épocas.

Dois anos depois os sinais de decadência eram já visíveis, assistiu-se inclusive ao regresso em força do tráfico de droga.  O Café-Restaurante encerrou as portas contribuindo para o abandono da zona. Mais

A Degradação do Património Cultural em Alvalade

Museus Municipais

- Museu da Cidade. Foi então nomeado um novo "director" (António Miranda), que substituiu uma personagem anterior cuja permanência no lugar era uma incógnita difícil de descobrir. O museu está uma vergonha. É um amontoado de peças descontextualizadas e sem qualquer relevância histórica ou artística. A concepção museológica é do tempo de Irisalda Moita (arqueóloga), parou no tempo..O seu acervo patrimonial (obras expostas e sobretudo nas reservas) exige uma intervenção imediata e profunda. Mais

- Museu Rafael Bordalo Pinheiro. Foi também nomeado um novo director (Pedro Bebiano), de quem se esperava um outro dinamismo. Este museu, situado em frente do Jardim do Campo Grande (lado norte), esteve encerrado durante vários anos devido à incúria da CML, só abriu as portas aquando das comemorações do centenário da morte deste artista. Mais

Uma Cidade a Afundar-se!

Ribeiro Teles alerta para o problema de Alvalade/Campo Grande

Vai-se tornando um hábito: alpinistas a pintarem e a fazerem pequenas reparações nas fachadas de edifícios

(Av. Roma, 11/03/2016)

Obras de remodelação e ampliação da rede de abastecimento de água. Avenida da Igreja. 16/11/2015

 

Obras Intermináveis

Uma das queixas mais frequentes dos munícipes em Lisboa é o facto das obras em espaços públicos, sobretudo as de iniciativa camarária, serem intermináveis. Sabemos quando começam, mas nunca quando acabam. Frequentemente quando são dadas por terminadas, constata-se que afinal ainda não estão concluídas.

 

Durante sete longos anos arrastaram-se as obras na praça de Alvalade, arruinando comerciantes, provocando incómodos sem fim aos moradores. As obras da remodelação da estação do metro começaram em 2003, foram as mesmas dadas por concluídas em Outubro de 2007. A praça de Alvalade continuava um pandemónio, o calvário só terminou em Fevereiro de 2010, quando a sua remodelação foi dada finalmente por concluída.

 

Em 2013 iniciaram-se as obras de remodelação da rede de abastecimento de água em algumas zonas na freguesia, a história voltou a repetir-se:  obras intermináveis, ruas e prédios esburacados, entulho por tudo quanto é sítio, etc., etc..  Ninguém sabe quando as obras serão dadas por concluídas.

   
 
 

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